– Pare o mundo que eu quero subir!

Impressionante como a evolução das máquinas vem tentanto roubar a nossa cena. A nova vítima dessas máquinas são os médicos cirurgiões. Apresento a vocês o Cirurgião robô, o invento robótico mais avançado do mundo. Esse robô é capaz de resolver problemas humanos que podem ocorrer na hora da cirurgia, por exemplo o tremor das mãos (típico sintoma de ressaca). O mais impressionante é que ele pode fazer movimentos humanamente impossíveis, como diz José Carlos Teixeira, do Hospital Albert Einstein, “As pinças podem fazer curvas de 90 graus, o que é impossível com os instrumentos tradicionais”.

Até ontem eu utilizava o termo “precisão cirúrgica” para executar atividades extremamente delicadas e sensíveis a qualquer tipo de erro. Agora não sei que termo utilizar, quem sabe “precisão cirúrgica de robô” ou “precisão cirúrgica de Da Vince”, já que o robô cirurgião foi batizado assim.

Da Vince (o robô do post), com certeza deve estar fazendo médicos cirurgiões se cagarem (essa foi pro meu cunhado cirurgião). Mas estão desesperados não porque podem perder o emprego, mas porque não tem condições monetárias de ter um brinquedinho desse em casa. Uma idéia é, quem sabe, colocar esse brinquedo na lista do Papai Noel e se comportar muito bem. Quem sabe?

Eu, desenvolvedor de software, tenho completa certeza que sistemas são fadados ao erro. Com certeza vou me cagar todo se tiver que entrar na faca por um robô desse. Claro, eu sei que errar é humano e que médicos também erram, mas os humanos nós podemos processar, robô ainda não.

Olhando o vídeo da pra notar que realmente a ferramenta sabe cortar carne muito bem, posso até dizer que ele conseguiu chegar ao estado da arte. Me pergunto: e se novos robôs e melhores que esse forem criados? O que fazer? Açougueiro é a resposta. Imagina chegar no açougue e montar em um computador a peça de carne que você dejesa? Nossa, corte de bifes iguais, pedaço de picanha perfeitos, etc (agora os açougueiros estão se cagando de medo). Dá pra imaginar mais profissões para destruir,  mas deixo para vocês pensarem.

Hoje no Brasil temos 3 máquinas dessas e são utilizadas basicamente em cirurgias gastrointestinais e de próstata, porém nos EUA essa máquina já faz operações cardíacas e segundo a revista Superinteressante, ela vai ganhar um novo software, que ajuda os médicos destacando virtualmente certas partes do organismo (usa cores diferentes para mostrar veias e artérias, por exemplo).

Esse robô não foi concebido do dia pra noite, com certeza é fruto de anos de estudo, suor, sangue e calmantes. Parabéns a eles.

Ps.: Jack o Estripador iria adorar esse aparato tecnológico.

Algumas informações interessantes:

  • No dia 30 de março de 2008, foi realizada a primeira cirurgia no Brasil auxiliada pelo robô Da Vinci. A cirurgia urológica foi realizada no Hospital Sírio Libanês.
  • O robô é controlado por um médico à longa distância do local.

Fonte: Revista Superinteressante

Assistindo a uma reportagem sobre transplante de coração que passou no Fantástico (19/04/2008) eu tive uma visão: descobri como enrolar a Dona Morte e me tornar imortal.coracao_blog1

Eu vi o coração do doador totalmente parado bater no peito do receptor, e o mais espetacular foi que o coração começou a bater do nada enquanto o médico costurava-o. Minha nossa senhora!!!! Que bruxaria é essa??? Na idade média com certeza esse médico teria sido queimado na fogueira santa ou decapitado em um guilhotina.

Nesse momento enquanto a baba descia da minha boca aberta sobre meu chá de cogumelo, eu vi que o nosso hardware (parte que podemos quebrar) é totalmente independente do nosso software (nossos pensamentos), bem, se isso for realmente real, só precisamos criar um sistema computacional de inteligência artifical que simule em 100% nossas capacidades cognitivas. Nesse sistema nós teríamos todas as capacidades humanas, como sentidos, sentimentos, memória, raciocício, crenças, reflexos, etc. Basicamente uma cópia de mim mesmo em bits.

Com esse sistema funcionando, só preciso transportar meu conhecimento e “voilá”, agora estou consciente em um outro hardware, com um pequeno e simples detalhe: prolonguei minha vida cognitiva por um tempo indeterminado. Caso o hardware começe a dar tilte, é só trocar. Coisa linda! Poderei deslumbrar a singularidade de camarote, ou talvez o fato de eu me tornar imortal dê inicio a própria singularidade.

A minha imaginação com certeza é muito fértil e tudo que falei agora pode ser considerado como a descoberta do século ou dá um bom tema para um livro de ficção científica. Hoje com certeza não temos condições de criar um sistema de inteligência  artificial auto-consciente, mas fica aí a dica para uma ótima aplicação para quando conseguirmos. Uma coisa é certa: podemos estar livre das doenças, mas vamos ter problemas novos para nosso hardware novo. Será que estaremos mesmo imortais?

Criar sistemas auto-conscientes corresponde a área de pesquisa dentro da Inteligência Artificial chamada de “IA Forte”. Criar um sistema desse porte hoje em dia é altamente complexo, mas antes temos que superar alguns desafios, desafios estes aparentemente mais fáceis. Um desses desafios é chamado de Teste de Turing, proposto por Alan Turing em um publicação de 1950 chamada “Computing Machinery and Intelligence“. Passar nesse teste já é um belo passo dado rumo a imortalidade.

Não precisamos ir longe para vermos seres imortais, temos hoje na natureza uma água-viva chamada Turritopsis dohnhii (revista Super Interessante abril de 2009, pg 34) que é imortal. Álias, já podemos ir prevendo problemas com a imortalidade. Essa água-viva vem preocupando os cientistas devido a superpopulação da mesma levando à extinção de outras espécies.

Enquanto não conseguimos criar um sistema auto-consciente, podemos tentar fazer o que Billy e Mandy conseguiram. Que foi escravizar a própria morte, mesmo assim já podemos ir pensando em um nome para o sistema. Eu proponho chamar de Highlander v1.0.