Boa parte da nossa memória é falsa, consequência da forma como fazemos para recupera-la. Esse é um processo infinitamente + 1 mais complexo do que simplesmente acessar um HD e abrir um arquivo (forma que conhecemos de recuperação de memória em sistemas computacionais).
Antes de explicar porque metade da nossa memória é falsa, acho interessante falar do que é formada nossa memória. Bem, ela é formada pelas partes mais importante e relevantes de algo que queremos lembrar, isso significa que guardamos apenas o que realmente é necessário para lembrar de alguma coisa. Ex.: Ao lembrar da minha mãe, eu crio uma imagem dela na minha mente e para mim essa imagem caracteriza ela, porém essa imagem (memória) nada tem haver com ela (realmente). Isso porque eu guardo apenas as características mais relevantes sobre a minha mãe. Se me pedir pra desenhar seu nariz, eu não conseguiria desenhá-lo perfeitamente.
Bem, é agora que começa a mentirada dentro da nossa cabeça. Ao tentar lembrar da minha mãe, eu recupero apenas o mais significante, o que não constitui por completo a imagem dela. Toda parte que não é relevante é automaticamente criada pelo meu cérebro para terminar de montar a imagem da minha mãe dentro da minha mente. Essa parte que o cérebro monta é totalmente inventada pelo meu cérebro, fazendo com que boa parte da imagem que vem a minha cabeça ao lembrar-se da minha mãe seja mentira (falsa), mas pra mim é a minha mãe.
O que pode ser tirado de legal disso?
Simples! Compactação de dados, rápido acesso e compartilhamento de informações. Uma mesma característica relevante pode estar contida em várias memórias. Em sistemas computacionais seria como dizer que a palavra “mãe” de um arquivo de texto seria a mesma em vários arquivos diferentes. Esses arquivos estariam compartilhando a mesma palavra, economizando espaço, etc.
Corrijam-me se eu estiver errado, mas o Google faz isso hoje no Gmail (compactação de dados, rápido acesso e compartilhamento de informações, conforme dito acima). Só assim pra justificar a grande capacidade e velocidade do Gmail.
O homem com certeza ainda é a máquina conhecida mais perfeita do universo. Obra do criacionismo ou do evolucionismo. Vai saber!
Fonte de inspiração: http://www.wook.pt/ficha/o-livro-do-cerebro/a/id/4042414
abril 3, 2011 at 3:30 am
A mente humana é realmente fascinante, concerteza cada pessoa vive num mundo único, compreendido de maneira diferente de outras pessoas, na verdade nossa noção sobre a realidade nunca vai ser verdadeira, nunca vai passar de uma assimilação da verdadeira realidade feita pelo nosso cerebro para compreender o meio em que vivemos. Sempre acreditei que somente um computador com uma inteligencia artificial evoluida (um robo) seria capaz de ver a realidade como ela realmente é, pela sua maneira fiel de memorização e de observação. E quando quanto algo assim surgir, eles serão capazes de nos ensinarem mais do que nós a eles.